Araraquara, 12 de março de 2010
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Nacional: Governo restringe uso de medicação para casos suspeitos
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou na tarde de hoje que o governo vai fazer um "uso racional" dos medicamentos para contenção da gripe suína -como é chamada a gripe A (H1N1).
"A medida do governo brasileiro [de restringir a internação e medicação a pessoas imunodeprimidas, idosos e crianças com menos de 2 anos, tomada na semana passada] revelou-se extremamente acertada. A medicação desnecessária pode levar a uma resistência ao vírus, como já ocorreu em três países -Dinamarca, Japão e Hong Kong", afirmou.
A nova orientação do governo é que as pessoas procurem os centros de saúde normalmente e não os hospitais de referência. "Precisamos garantir que existam leitos disponíveis para os que realmente precisam. Se for necessário, essas pessoas serão encaminhadas aos hospitais de referência."
O ministro faz um balanço desde 24 de abril. Segundo ele, nas últimas semanas, houve um aumento na procura pelos 68 hospitais de referência, nos quais há 900 leitos para internação de pacientes contaminados pelo vírus da gripe que evoluem com gravidade.
Temporão explicou que embora seja uma doença nova, o comportamento (transmissão e letalidade) da Influenza A se aproxima muito ao da gripe comum. "Quando leva a morte, é devido a alguma complicação. A maioria [dos contaminados] tem sintomas leves a moderados, evoluindo para cura."
Na última semana, subiu o número de casos autóctones, para 30% do total. Há três semanas, eram 6%. "O vínculo epidemiológico está em todos os casos, não há circulação do vírus no Brasil."
Estudo realizado pelo Instituto Adolfo Lutz, citado pelo ministro, concluiu que, das pessoas internadas com suspeita de gripe, 25% tinham a gripe comum; 24%, a gripe suína; e 50% não tinham nenhuma das duas doenças.
Temporão recomendou às pessoas com suspeita de contaminação que procurem centros de saúde mais próximos, como fariam no caso de gripe comum. "A avaliação clínica do médico é que define o que ocorrerá daí para frente."
Além disso, o ministro disse que o governo vai reforçar o monitoramento nas fronteiras secas.
Folhapress